“Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Doze horas… Marcava o relógio do refeitório. Que havia parada há alguns dias. Sempre marcando Doze horas! É assim mesmo. Quanto para os relógios ou para nós. Um dia simplesmente desistimos quando estamos entendíamos nos entregamos para o vazio. Para o infinito. Debaixo das manchas do tempo nos escondemos, onde apenas nos e nossas ligeiras dores se encontraram. Onde haja paz. Onde talvez haja… Somente paz!”
~ João Tavares